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Está com medo da(s) Inteligência(s) Artificial(ais)?
Vamos pensar um pouco e descobrir,
de que realmente temos que temer...
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Professor Adjunto da Universidade Federal de Mato Grosso - UFMT/Sinop, Instituto de Ciências Naturais Humanas e Sociais - ICNHS Atualmente doutorando - PPGDR - Unijuí/UniLaSalle
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Está com medo da(s) Inteligência(s) Artificial(ais)?
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Isso realmente incomoda? Faria diferença se fosse um ou outro?
O que tem dentro da Democracia?*
1. Introdução
A inserção do homem no mundo se dá na proporção e medida de sua compreensão e consciência em seu papel e função na sociedade simbólica em que se encontra, alguns podem extrapolar a média e outros ainda jamais atingir uma mínima compreensão, mas vamos nos ater aqui a discorrer sobre essa média, essa que no contato com demandas e conceitos fundadores de suas condições no dia a dia sucumbe a alienação promovida pelas relações do Capital.
Os conceitos de base que serão apresentados não buscam definir ou estabelecer que os mesmos são apenas disso, ou ainda que se referem exclusivamente aos exemplos utilizados.
Esse texto não busca definir ou contextualizar a democracia, nem discorrer sobre de forma filosófica ou histórica e sim partido co comum aceito reconstruir um conceito, ampliando a compreensão na medida que se expõe e se questiona elementos e crenças básicas que se acreditam (acreditamos) verdadeiras.
Para tanto vamos abordar a democracia como quem sem saber do que se trata encontra efeitos e defeitos desse fenômeno e a partir deles busca interpretar a realidade. Cidadania, direitos humanos e constitucionais, bem comum são os principais pontos de partida, que nos levarão, criticamente, ao necessitar de um outro conceito: o de cidadania deliberativa.
2. Desenvolvimento
A democracia para ser
compreendida nos dias atuais deve estar alicerçada nos pressupostos
da Revolução Francesa (e não é ela que inaugura o conceito) de
Liberdade, Igualdade e Fraternidade, pois nesse trinômio se
sustentam os pilares básicos do capitalismo (liberalismo).
Comprometer tais partes desse ‘um’ se fazem necessárias para que
nossa interpretação se amplie um pouco e nos possibilite iniciar a
crítica.
Tal necessidade se faz pois suas manifestações, na dia a dia, se fazem muito distintas do que realmente representam, algo como: ‘o que ouvimos, não é o que é falado’, mas acreditamos nessa ilusão e em casos não raros, muitos dão sua vida por eles, ou melhor, pelo que acreditam que sejam.
Liberdade, Igualdade e Fraternidade na percepção comum, são qualidades e direitos universais - que todos compartilham - que depois de reveladas à humanidade são irrevogáveis e eternas. A Liberdade geralmente é compreendida como o ‘direito’ de fazermos o que desejamos, sendo livres, a Igualdade constitui a ideia de que temos os mesmos recursos, ou seja direito a termos as mesmas coisas e por fim a Fraternidade que alude a percepção e solidariedade e amizade de todos como uma grande irmandade.
Todavia essa realidade - nossa sociedade - mesmo que respirada pela maioria e defendida pelos mesmos, não passa de um engodo, ou na pior das hipóteses uma interpretação equivocada e não bem explicada “pois seria difícil que fosse entendido de modo simples”, pelos simples, pela média e os abaixo dela fica.
Mas sim, de modo simples é possível explicar o trinômio, estabelecendo, a partir da mesma base a sua realidade manifesta nas leis e princípios liberais da nossa sociedade democrática.
Aqui a Liberdade não se parece com a Liberdade jurídica antes percebida e sim com uma Liberdade econômica, do uso e da propriedade, a Igualdade assume sua real posição na dimensão jurídica e não econômica, desfazendo a ilusão de igualdade de recursos e estabelecendo a igualdade de tratamento, mesmo que esta não faça sentido para sujeitos diferentes, por fim temos a Fraternidade que estabelece a diversidade, a pluralidade de grupos, de grupos de sujeitos que se percebem iguais e lutam por seus direitos contra outro grupos de iguais com interesses diferentes, temos a sociedade em partes, partidos.
O engendramento dessas peças nos permite compreender o Liberalismo como uma organização social estruturada na produção (como todas no viés materialista-histórico-dialético) e não no humanismo. Temos aqui a democracia em sua versão liberal, onde Liberdade, Igualdade e Fraternidade se combinam, onde as fraternidades podem de modo igual definirem suas liberdades, definindo o que no corriqueiramente ouvimos como ‘uns são mais iguais que outros’, ‘a liberdade de um termina onde a liberdade do outro começa’ entre outras expressões que acabam por revelar as graves inconsistências do sistema liberal.
Assim exposto os conceitos de direitos humanos e constitucionais, para serem bem assimilados devem ser dimensionados no espaço e no tempo, pois estabelecem não um conceito universal (atemporal e universal) mas ligados às necessidades da atual sociedade, criando indivíduos limitados as taxonomias axiológicas definidas pelo modo de produção (liberalismo/Capitalismo), dando-lhes sentidos de liberdade, igualdade e fraternidade que o restringem a uma humanidade nada diversa - presa, desigual e nada solidária.
A compreensão de cidadania passa de modo simples a se referir a dimensão única de indivíduo que habita a ‘cidade’ e é regido pelas suas leis e assim tem direitos e deveres, tudo isso sem protagonismo. O bem comum não passa de uma bem-aventurança, uma opção dos indivíduos que despojam de seus interesses em detrimento dos outros. Diversas camadas afastam o Cidadão da compreensão das reais dimensões da sociedade em que vive e é peça fundamental sem perceber, nunca orgânico ou pertencente a qualquer parte das partes com liberdade, igualdade e fraternidade, mas usado e explorado.
A Cidadania deliberativa, aparece nesse cenário de modo contrário aos demais conceitos, surge como uma contradição, um ponto de mudança, que pode se revelar como parte de um processo de revolução ou de revolta. A cidadania deliberativa tem um cunho subversivo que pode levar a mudanças graduais no sistema/modo, ou pode dinamizar sua mudança transformando-o e não o suplantando.
Compreende-se aqui a dimensão de uma cidadania deliberativa como contraditória na medida que traz ao dinamismo social uma ordem corrompida quanto aos princípios liberais de Liberdade, Igualdade e Fraternidade, onde o poder econômico da Liberdade perde a nitidez estabelecida pela Igualdade, que passa a se comportar de acordo com as necessidades dos novos grupos e não com modelos idealizados que fundamentam a Fraternidade, eis que esses novos/outros grupos fraternos agora se assentam na assembleia e agora são e tem voz.
3. Considerações finais
A Democracia como uma mera ferramenta de nada serve, apenas serve e servirá quando atrelada a ideologia ‘da maioria’, onde suas regras de igualdade e liberdade por fim contemplam e mantém a harmonia da sociedade, essa entenda-se composta de acordes distintos que soam de mono uníssono criando a ilusão de ordem e progresso.
A participação efetiva e consciente da sociedade (leia-se do povo) assumindo assento nos espaços deliberativos, pode por fim dar solidez ao trinômio que a maioria ouve e que não é dito.
*Atividade para a disciplina de Gestão e Controle Social do Desenvolvimento Regional Professor: Dr. Fernando G. Tenório
Um porto seguro na loucura do doutorado!
Nada fácil, tão difícil como qualquer moedor de gente natural em um doutorado, mas muito prazeroso!
Habermas - Freire - Boufleuer!
“o que é próprio do Homem não é tanto o mero aprender, mas o aprender com outros Homens, o ser ensinado por eles” (Savater, 2000).
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A principal diferença entre essas abordagens é que a pesquisa qualitativa é útil para explorar e compreender significados, ao passo que a pesquisa quantitativa é usada para testar teorias examinando as relações entre variáveis mensuráveis. (Creswell, 2009)
"(...) cada metodologia tem seu próprio conjunto de custos e benefícios (...)" (Sudweeks e Simoff, 1999)
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