quarta-feira, 5 de dezembro de 2007

Deus, que Deus?

Não sei bem como iniciar esta discussão, pois sei bem como ela tem terminado nestes últimos cento e poucos anos.

De um lado temos uma corrente filosófica que defende a premissa de um mundo criado de uma idéia, e que este mesmo mundo ainda existe de forma ideal em algum lugar, mas sua materialização posterior pelo Homem é que o torna imperfeito.

Do outro lado um grupo de filósofos que afirma que isso é impossível, pois o próprio ‘nada’ existe, e nada se cria sem a necessidade, que vem primeiro e depois, assim a idéia.

Parece simples, mas à medida que o assunto vai exigindo argumentos às coisas ficam complexas, ou melhor, difíceis de explicar simplesmente.

Gera uma das mais cruéis e infrutíferas discussões da modernidade e da pós-modernidade, é da prova de que Deus existe ou não, afinal ele é o pivô popular desta discussão.

O argumento mais simples é o de que sempre se faz necessário chegar a um deus para explicar a Ontologia, ou origem de tudo. Todavia parece que não é comercialmente publicável a constante resposta a este máxima: Não se pode provar que Deus não existe, mas também não se pode provar que exista.

Bom... antes de qualquer coisa é bom deixar claro que Ele existe, e que acredito também que tal discussão não fica presa a sua existência ou não, mas sim a realidade criada pelo Homem a cerca Dele.

Tais correntes filosóficas foram criadas em mundos/tempos distintos. Deus é, e foi sempre a desculpa perfeita para estabelecer padrões morais, éticos, legais e por aí afora. Cabe lembrar que tais conceitos, como a própria História do Homem tem as mais diversas interpretações, construções ou significados.

Quem é Deus afinal? Depende de ‘quando’, ‘onde’ e ‘para quem’ se pergunta. O primeiro registro de deus é relativo à natureza, e são milhares de deuses. Com o judaísmo, este mesmo deus tornasse o mais poderoso de vários e evolui para um único. Em outros espaços geográficos temos outras realidades, vários deuses, até deusas se for necessário maiores detalhes.
Mas Ele é um só, sempre foi igual! Mas isso é, Ele é e será, somos nós que o revelemos ou o decoramos com nossas necessidades de explicação.

Mais exemplos ou questões: Deus erra?! Segundo a Bíblia sim. Criou o Homem e só depois viu que faltava algo. Percebeu que a união dos dois deu problemas à beça e resolveu lavar tudo com um dilúvio. Não funcionando a nova aliança estabelecida fez muitas outras, e para acabar com a conversa, resolveu ser Homem, viu na carne como é complicado e perdoou todo mundo. (isso no deus judaico-cristão)

Em outros locais, este mesmo deus criou tudo, estabeleceu outros deuses menores (criados por ele) que iam cuidar de tudo, estes fizeram um monte de besteiras como brigas, adultérios. E deus se retirou.

Dos muitos deuses que existem, gosto mais da versão que Deus é Deus, e que definições dele são impossíveis, pois compreendê-lo não faz parte de nós, ainda ou nunca.

Gosto de pensar num Deus que não se incomoda como um adolescente, que precisa ser adorado, paparicado ou ainda obedecido com regras. Afinal é Deus não um Homem carente e desequilibrado.

Gosto de acreditar num Deus que me possibilita ser Livre e responsável pelo que faço. A culpa nunca pode ser dele, é minha ou nossa.

Fico imaginando se Deus, esse que acredito, resolvesse permitir isso ou aquilo! Seria uma loucura você não ir trabalhar, porque se for, irá dizer alguma coisa, que daqui a 20 anos irá fazer alguém tomar uma atitude, que levará a outra e em uma cadeia aleatória de acontecimentos, algo horrível irá acontecer! (imaginem a culpa de um professor da menina que matou os pais)
Já imaginaram se pela simples falta de uma ação cotidiana, que nem lembraremos depois de 5 minutos, uma criança vai morrer!

Que Deus seria esse? Manipulador? Ditador? Sádico? Prefiro o meu.

Assim fica fácil!? É essa a pergunta que se forma? Creio que fique mais difícil.

Acredito que tal conceito de Deus implique na compreensão real de mim mesmo, o que implica na compreensão do outro, o que estabelece o conceito de Tolerância.

Tolerância requer sabedoria, coisa que não temos, construímos um pouquinho a cada experiência.

John Locke afirmava que só existe o que posso experimentar e só ‘é’ o que existe. Jean-Jaques Rousseau afirmava que a ciência destruía a virtude humana, ou seja a capacidade de raciocinar e estabelecer razões acabava corrompendo a natureza do Homem.

Uns precisam de um deus para justificar suas ações, outros para que lhes diga o que fazer ou não fazer, outros ainda para arranjar desculpas pela sua incapacidade natural de explicar as coisas.
O meu Deus existe e me gerou, me faz existir e me cria. Não manda, não pede, não castiga, não determina. Ele sendo, me faz existir, e isso para mim basta. No mais, as escolhas são minhas.

sábado, 17 de novembro de 2007

Ser Professor...

Leia tudo, acredito que valha a pena!


Pode parecer pretensioso, e no fundo é.

Enxergamos a educação de um modo, mas existem vários!

Atribuímos valores às dores de nossos alunos, mas não são suas dores!

Esperamos que todos façam sua parte, mas... Apenas esperamos...

Minhas experiências com o direito à educação são inúmeras, mas por fim, gostaria de dividí-las com vocês através dos seguintes trechos de Eduardo Galeano, em sua obra “O Livro dos Abraços”, publicado pela L&PM.

Os trechos entre aspas pertencem Galeano.

Em algum momento, geralmente no início da vida escolar, nossos alunos me parecem assim...

“Diego não conhecia o mar. O pai, Santiago Kovadloff, levou-o para que descobrisse o mar.
Viajaram para o sul.

Ele, o mar, estava do outro lado das dunas altas, esperando.

Quando o menino e o pai enfim alcançaram aquelas alturas de areia, depois de muito caminhar, o mar estava na frente de seus olhos. E foi tanta a imensidão do mar, e tanto o seu fulgor, que o menino ficou mudo de beleza.

E quando finalmente consegui falar, tremendo, gaguejando, pediu ao pai:
- Me ajuda a olhar!”

Outros, no mesmo instante, descobrindo uma novidade, me lembram...

“Certa manhã, ganhamos de presente um coelhinho das Índias.

Chegou em casa numa gaiola. Ao meio-dia, abri a porta da gaiola.

Voltei para casa ao anoitecer e o encontrei tal e qual o havia deixado: gaiola adentro, grudado nas barras, tremendo por causa do susto da liberdade.”

Outros me surpreenderam tanto que compartilho de imediato com eles algo que lhes abrirá o mundo....

“Um homem dos vinhedos falou, em agonia, junto ao ouvido de Marcela. Antes de morrer, revelou a ela o segredo:

- A Uva – sussurrou – é feita de vinho.

Marcela Pérez-Silva me contou isso, e eu pensei: Se a uva é feita de vinho, talvez a gente seja as palavras que contam o que a gente é.”

Outros me surpreendem, quando minha distração me leva longe de mais, e ali estão eles me chamando....

“O pastor Miguel Brum me contou que há alguns anos esteve com os índios do Chaco paraguaio.

Ele formava parte de uma missão evangelizadora. Os missionários visitaram um cacique que tinha fama de ser muito sábio. O cacique, um gordo quieto e calado,
escutou sem pestanejar a propaganda religiosa que leram para ele na língua dos índios. Quando a leitura terminou, os missionários ficaram esperando.

O cacique levou um tempo. Depois opinou:

- Você coça. E coça bastante, e coça muito bem.

E sentenciou:

Mas onde você coça não coça.”

Mas me realizo quando posso comungar a fantasia e assim me incluir junto à eles...

“Foi na entrada da aldeia de Ollantaytambo, perto de Cuzco. Eu tinha me soltado de um grupo de turistas e estava sozinho, olhando de longe as ruínas de pedra, quando um menino do lugar, esquelético, esfarrapado, chegou perto para me pedir que desse a ele de presente uma caneta. Eu não podia dar a caneta que tinha, porque estava usando-a para fazer sei lá que anotações, mas me ofereci para desenhar um porquinho em sua mão.

Subitamente, correu a notícia. E de repente me vi cercado por um enxame de meninos que exigiam, aos berros, que eu desenhasse em suas mãozinhas rachadas de sujeira e frio, pele de couro queimado: havia os que queriam um condor e uma serpente, outros preferiam periquitos ou corujas, e não faltava que pedisse um fantasma ou dragão.

Então, no meio daquele alvoroço, um desamparadozinho que não chegava a mais de um metro do chão, mostrou-me um relógio desenhado com tinta negra em seu pulso:

- Quem mandou o relógio foi um tio meu, que mora em Lima – disse.

- E funciona direito? - perguntei.

- Atrasa um pouco – reconheceu.”

Acredito que das escolhas que da infância e da adolescência que não fiz, ser professor foi a melhor delas!

quarta-feira, 24 de outubro de 2007

Quando... de repente tudo muda

Sempre aviso aos acadêmicos que suas vidas irão mudar e que o ingresso neste espaço de conhecimentos e de saberes modificará suas 'cabeças', 'corações' e ' espiritos'.

Mesmo sabendo e tendo vivenciando isso, não uma ou duas vezes, acabo sempre me percebendo nestas mudanças.

"Tudo que é sólido se esfuma no ar" é uma das frases que mais resistem em meu cérebro e talvez por isso, sempre me vejo (que bom que seja assim), em constante mudança.

Bom nisso tudo é que sempre mudamos para mais, levamos muito do que somos e agregamos mais! Quanto mais usamos e compartilhamos nossos saberes, mais acumulamos e temos para compartilhar.

Nada para por aí, amanhã tem mais, essa é a graça e o objetivo do 'jogo'.

Portanto se alguma preocupação, ou crise se avizinha de seus conhecimentos, aproveite, agora é que as coisas começam a valer a pena!

Tudo deve ser novo, não só o 'novo dia', não só as 'novidades' temos que nos manter novos e isso só é possível quando aceitamos quem somos e quem poderemos ser amanhã!

Tenham vários bons novos dias!

quinta-feira, 18 de outubro de 2007

Quando tudo significa: 'menos eu'...

Primeiro assista...

Agora responda...

Isso se ensina ou somos assim?

Recebi por e-mail de Cínthia Branco*

* Professora de História (Estadual-MT)

Técnica em Assuntos Educacionais (UFMT - Sinop)

Mãe do Felipe

Minha esposa

quarta-feira, 17 de outubro de 2007

Como explicar a natureza humana quando...

A apresentação que segue promove constrangimento! Pela inércia social na qual nos encontramos.


Ameno (Era)

Até que ponto isso é natural ou cultural?

Recebido por e-mail de "Pedagogia UNEMAT"*

* Pela Chefe de Departamento - Jaqueline - Infância Roubada

quarta-feira, 10 de outubro de 2007

É boa, mas tem falhas...

Escreve tão bem que parece ter 100% de razão!

Embora ao meu ver tem só 80%

As partes em vermelho, são destaques dos 20% que acredito serem falha de comunicação, ou uso imbecíl de senso comum.

As partes em azul, são comentários breves (meus)

Carta aberta para Renato Aragão, o nosso Didi. (Na Coluna Digital)

Agosto 30th, 2007

"Sei lá se é real ou não.
Recebi por email e achei bem interessante e expõe o que venho dizendo aos meus amigos e meus filhos ao longo dos anos.

Inclusive cada vez que o Tony Ramos me pede que eu no meu tempo livre vá para uma escola ajudar eu o mando, não pra uma escola, mas pra aquele lugar. (exercitem isso, não se calem na frente da televisão)

Só se estivesse demente eu iria gastar meu tempo de ócio pra fazer uma coisa para qual eu pago, e muito, pro governo fazer. Isso é uma atividade BO, como os remédios aqueles… Bom pra otário! (Texto de Ivens Branco)

Quinta, 23 de agosto de 2007.

Querido Didi, há alguns meses você vem me escrevendo pedindo uma doação mensal para enfrentar alguns problemas que comprometem o presente e o futuro de muitas crianças brasileiras. Eu não respondi aos seus apelos (apesar de ter gostado do lápis e das etiquetas com meu nome para colar nas correspondências).

Achei (tenha certeza) que as cartas não deveriam sem endereçadas à mim. Agora, novamente, você me escreve preocupado por eu não ter atendido as suas solicitações. Diante de sua insistência, me senti na obrigação de parar tudo e te escrever uma resposta. (Já era tempo)

Não foi por “algum” motivo que não fiz a doação em dinheiro solicitada por você. São vários os motivos que me levam a não participar de sua campanha altruísta (se eu quisesse poderia escrever umas dez páginas sobre esses motivos). Você diz, em sua última carta, que enquanto eu a estivesse lendo, uma criança estaria perdendo a chance de se desenvolver e aprender pela falta de investimentos em sua formação.(ops, isso não corresponde a coesão de texto, abaixo verás que a mesma alega que o referido Embaixador da UNICEF não tem conhecimento disso)

Didi, não tente me fazer sentir culpada (e nem pode). Essa jogada publicitária eu conheço muito bem. Esse tipo de texto apelativo pode funcionar com muitas pessoas mas, comigo não. Eu não sou ministra da educação, não ordeno as despesas das escolas e nem posso obrigar o filho do vizinho a freqüentar as salas de aula ( aqui existe um paradoxo... essa pessoa não vivem em uma sociedade democrática e regida por leis? Se tem tal compreensão saberia qual o papel social que possui e teria lido, no mínimo a Constituição, nem digo a Lei de Diretrizes e Bases da Educação - LDB ou o Estatuto da Criança e do Adolescente - ECA). A minha parte eu já venho fazendo desde os 11 anos quando comecei a trabalhar na roça para ajudar meus pais no sustento da família. (é naquele tempo, tão glorioso minha senhora, estvas trabalhando por uma miséria, menor que a bolsa escola... e ainda tem saudade?)Trabalhei muito e, te garanto, trabalho não mata ninguém (aqui é o típico senso comum imbecíl que me refiro, tirar a infância de alguém é construir um cidadão? Impedir o desenvolvimento social, intelectual de uma criança e de um adolescente em nome de uma 'pseuda' construção de caráter, imposto e arbitrário e conservadora da sociedade para que reproduza mais filhos da educação de mobra,l do supletivo, ou ainda da Educação de Jovens e Adultos -EJA). Estudei na escola da zona rural, fiz supletivo, estudei à distância e muito antes de ser jornalista e publicitária eu já era uma micro empresária. Didi, talvez você não tenha noção do quanto o Governo Federal tira do nosso suor para manter a saúde, a educação (aqui está o paradoxo e a falta de coerência), a segurança e tudo o mais que o povo brasileiro precisa. Os impostos são muito altos (e sonegados...)! Sem falar dos impostos embutidos em cada alimento, em cada produto que preciso comprar para minha família.(será que ela pede nota fiscal?)

Eu já pago pela educação duas vezes: pago pela educação na escola pública, através dos impostos, e na escola particular, mensalmente, porque a escola pública não atende com o ensino de qualidade que, acredito, meus dois filhos merecem (quando você vai ao restaurante e pede 'Filé com Ovo.' e lhe servem 'Carne moída com Jabá", você escreve uma carta ao dono do estabelecimento ou exige pelo que paga?) Não acho louvável recorrer à sociedade para resolver um problema que nem deveria existir pelo volume de dinheiro arrecadado em nome da educação e de tantos outros problemas sociais. O que está acontecendo, meu caro Didi, é que os administradores (olha aqui... o Deputado que ela escolheu, o vereador o prefeito o senador, gente de casa... e se não gosta ou entende de política, pelo que parece, continue assim, escrevendo carta para outro idiota) dessa dinheirama toda, não tem a educação como prioridade. O dinheiro está saindo pelo ralo, estão jogando fora, ou aplicando muito mal. Para você ter uma idéia, na minha cidade, cada alimentação de um presidiário custa para os cofres públicos R$ 3,82 (três reais e oitenta e dois centavos) enquanto que a merenda de uma criança na escola pública custa R$ 0,20 (vinte centavos) (na minha a merenda é de R$ 0,7!) O governo precisa rever suas prioridades, você não concorda?
Você diz em sua carta que não dá para aceitar que um brasileiro se torne adulto sem compreender um texto simples ou conseguir fazer uma conta de matemática. Concordo com você. É por isso que sua carta não deveria ser endereçada à minha pessoa. Deveria se endereçada ao Presidente da República. Ele é “o cara”. Ele tem a chave do cofre. Eu e mais milhares de pessoas só colocamos o dinheiro lá para que ele faça o que for necessário para melhorar a qualidade de vida das pessoas. (como se acredita que presidente é Deus! Será que se o presidente mandar algo maluco ela faz? Tem mais gente lá minha senhora! E sendo jornalista e publicitária, deve saber que o seu setor recebe mais que os presidiários e alunos em subsídios, leis de icentivo, etc...)

No último parágrafo da sua carta, mais uma vez, você joga a responsabilidade para cima de mim dizendo que as crianças precisam da “minha” doação, que a “minha” doação faz toda a diferença. Lamento discordar de você Didi. Com o valor da doação mínima, de R$ 15,00, eu posso comprar 12 quilos de arroz para alimentar minha família por um mês ou posso comprar pão para o café da manhã por 10 dias.

Didi, você pode até me chamar de muquirana, não me importo, mas R$ 15,00 eu não vou doar. Minha doação mensal já é muito grande. Se você não sabe, eu faço doações mensais de 27,5% de tudo o que ganho e posso te garantir que essa grana, se ficasse comigo, seria muito melhor aplicada na qualidade de vida da minha família (como iria fazer alfato, esgoto, comprar as vacinas no exterior, fora a folha com segurança, iluminação, água tratada... é mágica?).Você sabia que para pagar os impostos eu tenho que dizer não para quase tudo que meus filhos querem ou precisam? Meu filho de 12 anos quer praticar tênis e eu não posso pagar as aulas que são caras demais para nosso padrão de vida. Você acha isso justo? Acredito que não. Você é um homem de bom senso e saberá entender os meus motivos para não colaborar com sua campanha pela educação brasileira.

Outra coisa Didi, mande uma carta para o Presidente pedindo para ele selecionar melhor os professores (fim do concurso público?). Só escolher quem de fato tem vocação (quem tem vocação é padre! Eu não fiz voto nenhum, minha senhora!) para o ensino. Melhorar os salários, desses profissionais, também funciona para que eles tomem gosto pela profissão e vistam, de fato, a camisa da educação (conheço médico que ganha mais de R$ 100,00 por consulta que mata seus clientes por imperícia ou irresponsabilidade) (ninguém veste camisa de nada, somos profissionais e não fanáticos). Peça para ele (eles), também, fazer escolas de horário integral, escolas em que as crianças possam além de ler, escrever e fazer contas, possam desenvolver dons artísticos, esportivos e habilidades profissionais. Dinheiro para isso tem sim! Diga para ele (eles) priorizar a educação e utilizar melhor os recursos.

Bem, você assina suas cartas com o pomposo título de Embaixador Especial do Unicef para Crianças Brasileiras e eu vou me despedindo assinando…

Eliane Sinhasique - Mantenedora Principal dos Dois Filhos que Pari (Beleza de Título)

P.S.: Não me mande outra carta pedindo dinheiro. Se você mandar, serei obrigada a ser mal educada: vou rasgá-la antes de abrir." (eu iria mais longe, mandaria enfiar no...)

Uma Carta Aberta está sujeita ser rebatida ou remodelada...

Compatibilidade

Mais uma da Coluna Digital!



Para os analfabetos na língua inglesa...

“Estou tendo problemas com esse telefone. Ele tem mais capacidade do que eu.”

Convenções e seus usos.

Encontrei esta crônica na Coluna Digital e considerei muito boa para apenas ficar por lá!

"Vi na tv uma propaganda das Havaianas onde alguém entra num camarin e uma artista está de calcinha e soutien. Após um grito ela imediatamente se cobre com um robe. Reação natural porque, se por acaso você entrar enganado em um provador feminino de roupas e alguma mulher estiver de calcinha e soutien, provávelmente, haverá uma reação idêntica e ela tentará se cobrir de alguma maneira. Com certeza tal indumentária será muito maior que a mesma em formato igual, usada com orgulho em público e que convencionamos chamar de biquini.
O que muda? Nada! O tecido do biquini é o mesmo na maioria das vezes, no caso da calcinha o tecido está presente cobrindo uma extensão muito maior do que o biquini. Soutien, idem.
Porque um só pode ser usado e visto por alguém íntimo e o outro, mais exíguo e revelador pode circular em público no meio de completos estranhos?
A resposta está no que as pessoas resolveram convencionar do que é certo e do que é errado. As elucubrações acima me trazem à lembrança um fato que supostamente aconteceu em alguma ilha da Polinésia e que vou contar com minhas palavras:
Alguns padres chegaram chegaram a uma ilha, um pedaço do paraíso, onde “selvagens” viviam adorando deuses que não eram permitidos pelas convenções dos religiosos. Logo os visitantes trataram de expurgar aquilo dos nativos e impôr-lhes a verdade deles, que segundo eles era a certa e a melhor. Algo tipo o Renan Calheiros que ele mesmo resolve se vai aplicar uma punição nele mesmo ou não.
Bueno, voltando aos padres: Fizeram uma cerimônia onde foram batizados todos os nativos. Consistia em aspergir em suas cabeças água devidamente abençoada por um deles. Com essa simples cerimônia eles passariam de pagãos a cristãos e estariam aptos a iniciar uma vida de sofrimento e lamentações e, depoooois, beeem depois, daí sim iriam para o paraíso. Paraíso agora? Nem pensar!
Todos fizeram uma fila e após um dos padres jogar água na cabeça do nativo, declarava: Agora você não é mais pagão e sim cristão.
Com a eminência da chegada da sexta-feira Santa os padres logo avisaram que naquele dia não poderiam comer carne de porco. Somente peixe era permitido.
Ao meio-dia de sexta feira, os padres avistaram a fumaça de uma grande fogueira e ao se aproximarem avistaram enormes espetos de carne de porco assando.
- Sacrilégio! Nós avisamos que não poderiam comer carne nesse dia. Sómente peixe!
- Calma padre. Antes de iniciar o churrasco nós pegamos uma bacia com a água que sobrou do nosso batismo, jogamos nos porcos e dissemos:
- Agora vocês não são mais porcos. Agora são peixe!"


Texto trabalhado* em sala de aula, na UFMT (CNM1) na aula de Antropologia (09/10/2007)

Detalhe, esta coluna é produzido por um tio** meu! (Nepotismo??)

* Com alterações
** Ivens Branco

quinta-feira, 4 de outubro de 2007

Orixás! São deuses ou divindades? (Parte I)

Um pouco de Antropologia religiosa...

Este segmento 'Orixás' contará com várias inserções de outros autores, bem como de teorias diferentes que nos ajudam a compreender o universo cultural deste recorte.

"O Africanismo (Nação) teve a sua origem trazida da África para o Brasil pelos negros escravos que nos porões de navios vinham em centenas e depois aos milhares.

Vieram de todas as nações (países) africanos, como: Nigéria, Keto, Oyó, Igexá, Cambinda, Congo, Moçambique e outros.

O Africanismo possui suas raízes diluidas no chão cultural de grandes grupos como Bantus e Sudaneses, (da Costa do Ouro e Costa dos Escravos) povos estes distribuídos por centenas de nações diferentes cujo levantamento verdadeiro tornou-se impossível porque Rui Barbosa após a abolição da escravatura, mandou queimar todos os arquivos que continham as provas e documentos oficiais e extra-oficiais sobre a escravatura negra no Brasil."

Texto extraído do Livro - Axés dos Orixás no Rio Grande do Sul - de Jorge Verardi
Qual a diferença entre um deus e um Orixá?
Qual a diferença entre monoteísmo e monolatria, e ainda politeísmo?
Qual a diferença em, religiosidade africana e religião africana?
Qual a diferença básica na 'relação' com o divino existe entre as religiões que se manifestam no Brasil?
O que cada religião (a sua e outra) tem de diferente?
Estas são algumas perguntas que tentaremos responder, mas não fique só esperando as respostas, responda-as, ou pelo menos tente...

segunda-feira, 1 de outubro de 2007

O Macaco Nu (2)

Caros acadêmicos, lembro novamente que o texto do arquivo é produto de um processo de 'scanner'(rização) e possui erros gramaticais e ortográficos.

O Macaco Nu (2)

Lembro também que a leitura deste não é obrigatória, mas muito aconselhável!

O texto ajuda no 'pensar' antropológico e contribui de maneira notável para que possamos compreender nossa sociedade.

Boa leitura.

quinta-feira, 27 de setembro de 2007

O Macaco Nu

Se tudo ocorrer como acredito que irá, ao clicar no link abaixo você obterá o 1ª Capítulo do Livro "O Macaco Nu" de Desmond Morris.

Boa sorte e boa leitura!

O Macaco Nu - Desmond Morris

Em breve a seqüências de capítulos.

Obs.: O Texto foi 'colhido' através de scanner, possui erros ortográficos e de formatação. Aconselho um dicionário para verificar a ortografia de algumas palavras e descobrir outras!

Al Fátiha

É a 1ª Surata do Alcorão Sagrado, contém 7 versículos e foi revelada em Makka.


Al Fatiha (A Abertura)

1. Em nome de Deus, o Clemente, o Misericordioso.
2. Louvado seja Deus, Senhor do Universo,
3. O Clemente, o Misericordioso,
4. Soberano do Dia do Juízo.
5. Só a Ti adoramos e só de Ti imploramos ajuda!
6. Guia-nos à senda reta,
7. À senda dos que agraciaste, não à dos abominados, nem à dos extraviados.

O Alcorão é o Livro Sagrado da Religião Islâmica, contém 114 Suratas.

Resolvi apresentar por vezes este tipo de postagem, pois acredito que temos que oportunizar o conhecimento e a informação sobre quem somos e quem não somos, e isso só é possivel na presença do outro e nas relações de troca.

"Ó humanos, em verdade, Nós vos criamos de macho e fêmea e vos dividimos em povos e tribos para reconhecerdes uns aos outros" (49ª Surata, versículo 13.)

quarta-feira, 26 de setembro de 2007

Direitos Humanos

Apenas lembrando!

Você só garante os seus, quando defende o mesmo para todos!

Ser cidadão tem preço! Participação!

Participe!

Parece incrível... mas pelo visto é possível...

Olha, eu acreditei... se for efeito especial, merece OSCAR!

Imagina que vida ocupada tem esse guri!

(Enviada por e-mail - contribuição Miguel Branco)

Verdades sobre os Homens e as Mulheres

APELIDOS

Se Adriana, Silvana, Débora e Lucia vão almoçar juntas, elas chamarão umas às outras de Dri, Sil, Dé e Lú. Se Leandro, Carlos, Roberto e Vanderlei saem juntos, eles afetuosamente se referirão uns aos outros como Gordinho, Cabeção, Seco e bundão.

COMENDO FORA

Quando a conta chega, Paulo, Carlos, Roberto e Vanderlei jogam na mesa R$20,00 cada um, mesmo sendo a conta apenas R$32,50. Nenhum deles terá trocado e nenhum vai ao menos admitir que quer troco, logo o troco será convertido em saideras. Quando as garotas recebem sua conta, aparecem as calculadoras de bolso e a procura pelas moedinhas exatas dentro da bolsa (muita gente se viu aqui, ne?)

FILMES

A idéia que uma mulher faz de um bom filme é aquele em que uma só pessoa morre bem devagarinho, de preferência por amor. Um homem considera um bom filme aquele em que muita gente morre bem depressa, se possível com balas de metralhadora ou em grandes explosões.

DINHEIRO

Um homem pagará R$2,00 por um item que vale R$1,00, mas que ele quer. Uma mulher pagará R$1,00 por um item que vale R$2,00, mas que ela não quer. (verdade absoluta)

CASAMENTO

Uma mulher costuma não se lembrar por que se casou com seu primeiro marido. Um homem costuma não fazer idéia de por que sua terceira mulher se divorciou dele.

BANHEIROS

Um homem tem seis itens em seu banheiro : escova de dentes, pente, espuma de barbear, barbeador, sabonete e uma toalha de hotel. A quantidade média de itens em um banheiro tipicamente feminino é 756. Um homem não consegue identificar a maioria deles.

DISCUSSÕES

Uma mulher tem a última palavra em qualquer discussão. Por definição, qualquer coisa que um homem disser depois disso, é o começo de outra discussão .

FUTURO

Uma mulher se preocupa com o futuro até conseguir um marido. Um homem nunca se preocupa com o futuro até que consiga uma esposa.

MUDANÇAS

Uma mulher casa-se com um homem esperando que ele mude, mas ele não muda. Um homem casa-se com uma mulher esperando que ela não mude, mas ela muda. (Essa realmente é indiscutivelmente verdade)

DIVIDINDO

Uma mulher dividirá seus pensamentos e sentimentos mais profundos com um completo estranho que lhe dê atenção. Um homem dividirá seus pensamentos e sentimentos mais profundos apenas quando questionado por um advogado artimanhoso, sob juramento e mesmo assim apenas quando isso puder diminuir a sua sentença.

(Contribuição de Miguel Branco . Via e-mail)

Um pouco, que parece muito de Vitor Hugo

O Poema é meio longo, mas vale a leitura!

DESEJO (Vitor Hugo)

Desejo primeiro que você ame,
E que amando, também seja amado.
E que se não for, seja breve em esquecer.
E que esquecendo, não guarde mágoa.
Desejo, pois, que não seja assim.
Mas se for, saiba ser sem desesperar.

Desejo também que tenha amigos.
Que mesmo maus e inconseqüentes,
Sejam corajosos e fiéis,
E que pelo menos num deles
Você possa confiar sem duvidar.
E porque a vida é assim.
Desejo ainda que você tenha inimigos.
Nem muitos, nem poucos.
Mas na medida exata para que, algumas vezes,
Você se interpele a respeito
De suas próprias certezas.
E que entre eles, haja pelo menos um que seja justo.
Para que você não se sinta demasiado seguro.

Desejo depois que você seja útil.
Mas não insubstituível.
E que nos maus momentos.
Quando não restar mais nada,
Essa utilidade seja suficiente para manter você de pé.

Desejo ainda que você seja tolerante,
Não com os que erram pouco, porque isso é fácil,
Mas com os que erram muito e irremediavelmente,
E que fazendo bom uso dessa tolerância,
Você sirva de exemplo aos outros.

Desejo que você, sendo jovem.
Não amadureça depressa demais,
E que sendo maduro, não insista em rejuvenescer.
E que sendo velho, não se dedique ao desespero.
Porque cada idade tem o seu prazer e a sua dor e
É preciso deixar que eles escorram por entre nós.

Desejo por final que você seja triste.
Não o ano todo, mas apenas um dia.
Mas que nesse dia descubra
Que o riso diário é bom,
O riso habitual é insosso e o riso constante é insano.

Desejo que você descubra,
Com o máximo de urgência,
Acima e a respeito de tudo, que existem oprimidos,
Injustiçados e infelizes, e que estão à sua volta.

Desejo ainda que você afague um gato.
Alimente um cuco e ouça o joão-de-barro
Erguer triunfante o seu canto matinal
Porque, assim, você se sentirá bem por nada.

Desejo também que você plante uma semente,
Por mais minúscula que seja,
E acompanhe o seu crescimento.
Para que você saiba de quantas
Muitas vidas é feita uma árvore.

Desejo, outrossim, que você tenha dinheiro.
Porque é preciso ser prático.
E que pelo menos uma vez por ano
Coloque um pouco dele
Na sua frente e diga "Isso é meu",
Só para que fique bem claro quem é o dono de quem.

Desejo também que nenhum de seus afetos morra.
Por ele e por você,
Mas que se morrer, você possa chorar,
Sem se lamentar e sofrer sem se culpar.

Desejo por fim que você sendo homem.
Tenha uma boa mulher,
E que sendo mulher.
Tenha um bom homem
E que se amem hoje, amanhã e nos dias seguintes,
E quando estiverem exaustos e sorridentes.
Ainda haja amor para recomeçar.
E se tudo isso acontecer,
Não tenho mais nada a te desejar.

Victor Hugo
Poeta

(Retirado da contra-capa da apostila do CNEC - Ensino Médio)

quarta-feira, 19 de setembro de 2007

Você consegue dormir quando sopram os ventos?

Recebida por e-mail (Ricardo Antonini)

Alguns anos atrás, um fazendeiro possuía terras ao longo do litoral doAtlântico.
Ele constantemente anunciava estar precisando de empregados.
A maioria das pessoas estavam pouco dispostas a trabalhar em fazendas aolongo do Atlântico.
Temiam as horrorosas tempestades que varriam aquela região, fazendo estragos nas construções e nas plantações.
Procurando por novos empregados, ele recebeu muitas recusas. Finalmente, um homem baixo e magro, de meia-idade, se aproximou do fazendeiro.
- Você é um bom lavrador? Perguntou o fazendeiro.
- Bem, eu posso dormir enquanto os ventos sopram, respondeu o pequeno homem.
Embora confuso com a resposta, o fazendeiro, desesperado por ajuda, o empregou.
O pequeno homem trabalhou bem ao redor da fazenda, mantendo-se ocupado do alvorecer até o anoitecer, e o fazendeiro estava satisfeito com seu trabalho.
Então, uma noite, o vento uivou ruidosamente. O fazendeiro pulou da cama, agarrou um lampião e correu até o alojamento dosempregados. Sacudiu o pequeno homem e gritou:
- Levanta! Uma tempestade está chegando! Amarre as coisas antes que sejam arrastadas!
O pequeno homem virou-se na cama e disse firmemente:
- Não senhor. Eu lhe falei, eu posso dormir enquanto os ventos sopram!
Enfurecido pela resposta, o fazendeiro estava tentado a despedi-lo imediatamente.
Em vez disso, ele se apressou a sair e preparar o terreno para a tempestade.
Do empregado, trataria depois.
Mas, para seu assombro, ele descobriu que todos os montes de feno tinham sido cobertos com lonas firmemente presas ao solo.
As vacas estavam bem protegidas no celeiro, os frangos nos viveiros, e todas as portas muito bem travadas.
As janelas bem fechadas e seguras. Tudo foi amarrado. Nada poderia ser arrastado.
O fazendeiro então entendeu o que seu empregado quis dizer, então retornou para sua cama para também dormir enquanto o vento soprava.
O que quer dizer esta história ? É que quando se está preparado espiritualmente, mentalmente e fisicamente, você não tem nada a temer.
Eu lhe pergunto: você pode dormir enquanto os ventos sopram em sua vida?
Espero que você durma bem!

terça-feira, 18 de setembro de 2007

Marx tinha razão...


"Essa revolução contínua da produção, esse abalo constante de todo o sistema social, essa agitação permanente e essa falta de segurança distinguem a época burguesa de todas as precedentes. Dissolvem-se todas as relações sociais antigas e cristalizadas, com seu cortejo de concepções e de idéias secularmente veneradas; as relações que as substituem tornam-se antiquadas antes de se ossificar.
Tudo que era sólido e estável se esfuma, tudo o que era sagrado é profanado, e os homens são obrigados finalmente a encarar com serenidade suas condições de existência e suas relações recíprocas."
(Karl Marx - O Manifesto do Partido comunista)