sexta-feira, 11 de julho de 2014

Trabalho - Conceitos Básicos


Conceitos Básicos:

O TRABALHO

A leitura é fundamental para a compreensão do conteúdo!

O que é Trabalho

Trabalho é um conjunto de atividades realizadas, é o esforço feito por indivíduos, com o objetivo de atingir uma meta. O trabalho também pode ser abordado de diversas maneiras e com enfoque em várias áreas, como na economia, na física, na filosofia, a evolução do trabalho na história, sociologia, etc.

A sua definição básica indica que é a medida do esforço feito pelos seres humanos. Na visão neoclássica da economia, por exemplo, constitui um dos três factores da produção, juntamente com a terra e o capital.
história, a forma predominante do trabalho foi a escravidão (trabalho forçado, em que um homem domina outro, impedindo-o de tomar decisões livremente). A partir de meados do século XIX, a escravidão começou a diminuir e foi declarada ilegal. Desde então, o trabalho assalariado passou a ser a forma dominante do trabalho.
Esta concepção do trabalho indica que um indivíduo realiza uma certa atividade no mercado laboral. A relação de trabalho (relação laboral) entre o empregador (a entidade patronal) empregado está sujeita a diversas leis e convenções, embora também exista aquilo a que se chama de trabalho ao negro (aquelas contratações realizadas de forma ilegal e que permitem explorar os interesses do trabalhador).

Etimologia



A palavra trabalho deriva do latim tripalium ou tripalus, uma ferramenta de três pernas que imobilizava cavalos e bois para serem ferrados. Curiosamente era também o nome de um instrumento de tortura usado contra escravos e presos, que originou o verbo tripaliare cujo primeiro significado era "torturar" . Os gregos e os latinos diferenciavam o trabalho criativo (dos artistas e elites) do trabalho braçal ou penoso (escravos):
  • Trabalho criador = "Ergon" (grego) e "Opus" (latim)
  • Trabalho braçal = "Ponos" (grego) e "Labor" (latim)
Nesse sentido insere-se também a antiga tradição bíblica do trabalho como castigo, ao condenar o homem comum expulso do paraíso (Adão) à labuta para ganhar o pão de cada dia ("tu comerás o teu pão, no suor do teu rosto"), alterada pelo cristianismo, seguindo as palavras de Cristo que disse: "Meu Pai trabalha e Eu trabalho".


No âmbito da Economia, o trabalho consiste no esforço humano que tem como objetivo satisfazer as necessidades de uma pessoa ou de um grupo.
Para a economia o trabalho significa que um indivíduo realiza um conjunto de atividades, e recebe um salário por isso, ou seja, o trabalho tem um preço, que é verificado na forma de salário.
Existem outras formas de trabalho, como o trabalho autônomo e o trabalho voluntário. Trabalho autônomo é quando o indivíduo exerce sua atividade como profissional liberal, ou seja, não está vinculado a nenhuma empresa, e normalmente trabalha no comércio ou em atividades comerciais.
Há também o trabalho voluntário, que é aquele onde o indivíduo se disponibiliza a exercer uma atividade, sem receber qualquer remuneração para isso. Trabalho voluntário é bastante comum para estudantes universitários, que estão em fase de aprendizado, e ainda não buscam receber remuneração por isso. Além disso, o trabalho voluntário está muitas vezes associado a diferentes causas sociais. Algumas ONGs e instituições sem fins lucrativos dependem de pessoas que estão dispostas a trabalhar voluntariamente.
O trabalho é um dos temas de investigação mais importantes da Sociologia. Nele, estão conjugados diversos aspectos da existência humana, como a História, as condições materiais da vida, as ideologias e até mesmo a religião. Assim, por exemplo, do ponto de vista material, estuda-se o modo como a atividade assalariada está ligada à sobrevivência do trabalhador e, do ponto de vista ideológico, investiga-se como o trabalho deixou de ser uma atividade inferior, a partir da reforma ideológica protestante. Karl Marx foi um dos principais teóricos do trabalho. Na sua teoria, o processo de trabalho ocupa um posto muito importante e tem um aspecto duplo, a saber, o de transformação material e o de valorização do capital. No pensamento econômico de Marx, o trabalho tem de ser tomado com referência a alguma coisa, desvinculando-se da sua utilidade prática imediata. Sua importância, nesse caso, refere-se à maneira como pode se encaixar em um sistema mais amplo, que é o processo de produção material da existência no capitalismo.
Nos Manuscritos Econômicos e Filosóficos, especialmente no Primeiro Manuscrito, Marx apresenta um conceito de trabalho diferente daquele da crítica ao capitalismo. Nessa obra, ele expõe uma visão filosófica a respeito da existência humana, contrapondo-a ao ponto de vista da economia política, que reduz todas as ações humanas a motivações de ordem econômica. Com efeito, o conceito filosófico de trabalho é formulado por Marx em contraposição, a um só tempo, à concepção deturpada das teorias econômicas e às circunstâncias reais alienadas das relações de produção. De acordo com isso, Erich Fromm, no prefácio de seu livro Conceito Marxista do Homem, afirma que a filosofia de Marx representa um protesto contra a alienação do homem, contra sua transformação em objeto, sua desumanização e automatização, inerentes à evolução do industrialismo ocidental.
Trabalho e propriedade
"É o trabalho, portanto, que atribui a maior parte do valor à terra, sem o qual ele dificilmente valeria alguma coisa; é a ele que devemos a maior parte de todos os produtos úteis da terra; por tudo isso a palha, farelo e pão desse acre de trigo valem mais do que o produto de um acre de uma terra igualmente boa, mas abandonada, sendo o valor daquele o efeito do trabalho (...)"
John Locke. "Da propriedade", trecho de O Segundo Tratado sobre o Governo Civil incluído no livro Os Clássicos da Política, vol. 1. Francisco Weffort (org.). São Paulo: Ática, 2002.


Marx inicia o Primeiro Manuscrito afirmando que a economia política parte dos fatos, como dados verdadeiros subjacentes à estrutura econômica e social, mas não faz esforços para explicá-los. A teoria econômica concebe somente o processo material segundo o qual se dá a existência da propriedade privada, a separação entre trabalho, capital e terra, a divisão do trabalho, a competição e a conceituação de  valor de troca. Todavia, conforme Marx, o que deveria ser explicado é admitido como ponto de partida para a formulação das leis econômicas, sem que haja a preocupação em compreender como essas leis se originam da propriedade privada e da base da distinção entre trabalho, capital e terra. Desse modo, há um círculo vicioso na economia política, uma vez que afirma o que deveria deduzir, analogamente à teologia, quando explica a origem do mal na queda do homem: assegura como fato histórico aquilo que deveria elucidar.
Herbert Marcuse, em seu ensaio Sobre os Fundamentos Filosóficos do Conceito de Trabalho Alienado na Ciência Econômica, considera que a teoria econômica prescinde de uma definição de trabalho enquanto tal. Nesse campo de conhecimento, trabalho é entendido apenas como atividade econômica e, por conseguinte, como essencialmente contraposto a atividades artísticas, políticas e a todas as que não estejam diretamente ligadas às relações de produção. Dentro do âmbito da economia política, diz Herbert Marcuse, o conceito de trabalho foi progressivamente reduzido, até chegar a significar somente a atividade dirigida, comandada, não-livre, isto é, a atividade assalariada. Essa redução do conceito de trabalho a um aspecto econômico bem determinado, embora apresente uma aparente neutralidade, constitui um prejulgamento dos seus princípios mais importantes. Na medida em que é entendido como uma atividade determinada, na qual intervém de modo decisivo as noções de objeto de trabalho, finalidade e resultados, o conceito de trabalho pode ser aplicado amplamente a diversos tipos de atividade econômica, legitimando a exploração da força de trabalho no capitalismo.
UMA ATIVIDADE VITAL
O conceito filosófico de trabalho formulado por Karl Marx abarca ontologicamente o todo da existência do homem. Não se trata de uma atividade determinada, como no sentido econômico, mas a práxis fundamental e específica da espécie humana, na qual há uma união essencial entre homem e objetividade. Assim, Marx entende que o caráter de uma espécie qualquer reside no tipo de atividade vital que ela exerce, de forma que o traço distintivo da humanidade seria o fato de o homem fazer de sua atividade vital um projeto de sua vontade e de sua consciência. Dessa forma, enquanto o animal é idêntico à sua atividade vital e sua produção não vai além do que necessita imediatamente para si e para sua prole, o homem, por meio do trabalho, procede à construção prática de um mundo objetivo, através da manipulação da natureza inorgânica. Isso é, para Marx, a afirmação do homem enquanto ser genérico consciente.




quinta-feira, 24 de abril de 2014

Voltei!

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Existem assuntos que precisam de mais fôlego do que no Twitter, menos necessidade de aprovação ou de compartilhamento do politicamente certo ou agressivamente errado do Facebook.

Precisava revitalizar este espaço, onde posso escrever, provocar, explicar, distorcer, brincar... 'filosofar' e/ou 'sociologizar', sem nenhuma preocupação se uma ou outra pessoa irá ler e ainda se vai gostar depois!

Aqui poderá ler, poderá gostar ou não e não precisará "retuitar', 'curtir' ou 'compartilhar', ou até mesmo comentar!

Eis um espaço que por ter um só dono, permite a expressão do mesmo sem necessidade de relacionamentos sociais polidos etc., ou seja, da mesma forma as interpretações e compreensões sobre o conteúdo ficam restritas ao leitor sem aparências ou cobranças de outros que frequentam as redes!

Somos só nós! O autor e o leitor!
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