Escreve tão bem que parece ter 100% de razão!
Embora ao meu ver tem só 80%
As partes em vermelho, são destaques dos 20% que acredito serem falha de comunicação, ou uso imbecíl de senso comum.
As partes em azul, são comentários breves (meus)
Carta aberta para Renato Aragão, o nosso Didi. (Na Coluna Digital)
Agosto 30th, 2007
"Sei lá se é real ou não.
Recebi por email e achei bem interessante e expõe o que venho dizendo aos meus amigos e meus filhos ao longo dos anos.
Inclusive cada vez que o Tony Ramos me pede que eu no meu tempo livre vá para uma escola ajudar eu o mando, não pra uma escola, mas pra aquele lugar. (exercitem isso, não se calem na frente da televisão)
Só se estivesse demente eu iria gastar meu tempo de ócio pra fazer uma coisa para qual eu pago, e muito, pro governo fazer. Isso é uma atividade BO, como os remédios aqueles… Bom pra otário! (Texto de Ivens Branco)
Quinta, 23 de agosto de 2007.
Querido Didi, há alguns meses você vem me escrevendo pedindo uma doação mensal para enfrentar alguns problemas que comprometem o presente e o futuro de muitas crianças brasileiras. Eu não respondi aos seus apelos (apesar de ter gostado do lápis e das etiquetas com meu nome para colar nas correspondências).
Achei (tenha certeza) que as cartas não deveriam sem endereçadas à mim. Agora, novamente, você me escreve preocupado por eu não ter atendido as suas solicitações. Diante de sua insistência, me senti na obrigação de parar tudo e te escrever uma resposta. (Já era tempo)
Não foi por “algum” motivo que não fiz a doação em dinheiro solicitada por você. São vários os motivos que me levam a não participar de sua campanha altruísta (se eu quisesse poderia escrever umas dez páginas sobre esses motivos). Você diz, em sua última carta, que enquanto eu a estivesse lendo, uma criança estaria perdendo a chance de se desenvolver e aprender pela falta de investimentos em sua formação.(ops, isso não corresponde a coesão de texto, abaixo verás que a mesma alega que o referido Embaixador da UNICEF não tem conhecimento disso)
Didi, não tente me fazer sentir culpada (e nem pode). Essa jogada publicitária eu conheço muito bem. Esse tipo de texto apelativo pode funcionar com muitas pessoas mas, comigo não. Eu não sou ministra da educação, não ordeno as despesas das escolas e nem posso obrigar o filho do vizinho a freqüentar as salas de aula ( aqui existe um paradoxo... essa pessoa não vivem em uma sociedade democrática e regida por leis? Se tem tal compreensão saberia qual o papel social que possui e teria lido, no mínimo a Constituição, nem digo a Lei de Diretrizes e Bases da Educação - LDB ou o Estatuto da Criança e do Adolescente - ECA). A minha parte eu já venho fazendo desde os 11 anos quando comecei a trabalhar na roça para ajudar meus pais no sustento da família. (é naquele tempo, tão glorioso minha senhora, estvas trabalhando por uma miséria, menor que a bolsa escola... e ainda tem saudade?)Trabalhei muito e, te garanto, trabalho não mata ninguém (aqui é o típico senso comum imbecíl que me refiro, tirar a infância de alguém é construir um cidadão? Impedir o desenvolvimento social, intelectual de uma criança e de um adolescente em nome de uma 'pseuda' construção de caráter, imposto e arbitrário e conservadora da sociedade para que reproduza mais filhos da educação de mobra,l do supletivo, ou ainda da Educação de Jovens e Adultos -EJA). Estudei na escola da zona rural, fiz supletivo, estudei à distância e muito antes de ser jornalista e publicitária eu já era uma micro empresária. Didi, talvez você não tenha noção do quanto o Governo Federal tira do nosso suor para manter a saúde, a educação (aqui está o paradoxo e a falta de coerência), a segurança e tudo o mais que o povo brasileiro precisa. Os impostos são muito altos (e sonegados...)! Sem falar dos impostos embutidos em cada alimento, em cada produto que preciso comprar para minha família.(será que ela pede nota fiscal?)
Eu já pago pela educação duas vezes: pago pela educação na escola pública, através dos impostos, e na escola particular, mensalmente, porque a escola pública não atende com o ensino de qualidade que, acredito, meus dois filhos merecem (quando você vai ao restaurante e pede 'Filé com Ovo.' e lhe servem 'Carne moída com Jabá", você escreve uma carta ao dono do estabelecimento ou exige pelo que paga?) Não acho louvável recorrer à sociedade para resolver um problema que nem deveria existir pelo volume de dinheiro arrecadado em nome da educação e de tantos outros problemas sociais. O que está acontecendo, meu caro Didi, é que os administradores (olha aqui... o Deputado que ela escolheu, o vereador o prefeito o senador, gente de casa... e se não gosta ou entende de política, pelo que parece, continue assim, escrevendo carta para outro idiota) dessa dinheirama toda, não tem a educação como prioridade. O dinheiro está saindo pelo ralo, estão jogando fora, ou aplicando muito mal. Para você ter uma idéia, na minha cidade, cada alimentação de um presidiário custa para os cofres públicos R$ 3,82 (três reais e oitenta e dois centavos) enquanto que a merenda de uma criança na escola pública custa R$ 0,20 (vinte centavos) (na minha a merenda é de R$ 0,7!) O governo precisa rever suas prioridades, você não concorda?
Você diz em sua carta que não dá para aceitar que um brasileiro se torne adulto sem compreender um texto simples ou conseguir fazer uma conta de matemática. Concordo com você. É por isso que sua carta não deveria ser endereçada à minha pessoa. Deveria se endereçada ao Presidente da República. Ele é “o cara”. Ele tem a chave do cofre. Eu e mais milhares de pessoas só colocamos o dinheiro lá para que ele faça o que for necessário para melhorar a qualidade de vida das pessoas. (como se acredita que presidente é Deus! Será que se o presidente mandar algo maluco ela faz? Tem mais gente lá minha senhora! E sendo jornalista e publicitária, deve saber que o seu setor recebe mais que os presidiários e alunos em subsídios, leis de icentivo, etc...)
No último parágrafo da sua carta, mais uma vez, você joga a responsabilidade para cima de mim dizendo que as crianças precisam da “minha” doação, que a “minha” doação faz toda a diferença. Lamento discordar de você Didi. Com o valor da doação mínima, de R$ 15,00, eu posso comprar 12 quilos de arroz para alimentar minha família por um mês ou posso comprar pão para o café da manhã por 10 dias.
Didi, você pode até me chamar de muquirana, não me importo, mas R$ 15,00 eu não vou doar. Minha doação mensal já é muito grande. Se você não sabe, eu faço doações mensais de 27,5% de tudo o que ganho e posso te garantir que essa grana, se ficasse comigo, seria muito melhor aplicada na qualidade de vida da minha família (como iria fazer alfato, esgoto, comprar as vacinas no exterior, fora a folha com segurança, iluminação, água tratada... é mágica?).Você sabia que para pagar os impostos eu tenho que dizer não para quase tudo que meus filhos querem ou precisam? Meu filho de 12 anos quer praticar tênis e eu não posso pagar as aulas que são caras demais para nosso padrão de vida. Você acha isso justo? Acredito que não. Você é um homem de bom senso e saberá entender os meus motivos para não colaborar com sua campanha pela educação brasileira.
Outra coisa Didi, mande uma carta para o Presidente pedindo para ele selecionar melhor os professores (fim do concurso público?). Só escolher quem de fato tem vocação (quem tem vocação é padre! Eu não fiz voto nenhum, minha senhora!) para o ensino. Melhorar os salários, desses profissionais, também funciona para que eles tomem gosto pela profissão e vistam, de fato, a camisa da educação (conheço médico que ganha mais de R$ 100,00 por consulta que mata seus clientes por imperícia ou irresponsabilidade) (ninguém veste camisa de nada, somos profissionais e não fanáticos). Peça para ele (eles), também, fazer escolas de horário integral, escolas em que as crianças possam além de ler, escrever e fazer contas, possam desenvolver dons artísticos, esportivos e habilidades profissionais. Dinheiro para isso tem sim! Diga para ele (eles) priorizar a educação e utilizar melhor os recursos.
Bem, você assina suas cartas com o pomposo título de Embaixador Especial do Unicef para Crianças Brasileiras e eu vou me despedindo assinando…
Eliane Sinhasique - Mantenedora Principal dos Dois Filhos que Pari (Beleza de Título)
P.S.: Não me mande outra carta pedindo dinheiro. Se você mandar, serei obrigada a ser mal educada: vou rasgá-la antes de abrir." (eu iria mais longe, mandaria enfiar no...)
Uma Carta Aberta está sujeita ser rebatida ou remodelada...
Um comentário:
olá Prof Thiago, como sei qe nao lembrará qem sou nem vou tentar me identificar.
adorei esta carta inclusive os comentarios, estava demorando pra alguem dizer umas verdades pra esses caras, to cansada de campanha na TV pedindo doaçoes.
Quando eu precisei de um computador pra estudar ou de internet pra poder fazer pesquisas por que os computadores da faculdades sao ruins ou nao funcionam nimguem fez uma campanha nem foi na TV saiu tudo (e ainda sai) do meu suor.
sempre estudei em escola publica e agora sei qe se os alunos nao tem vontade de estudar o problema é dele azar o deles um a menos no mercado de trabalho, chega de culpar o professor e dizer qe eles tem qe ser mais criativo,dever dar aulas diferentes, trabalhe com o minimo de material possivel pra ver se tu será criativo...
e ainda o povo vai pras urnas e vota em branco. Axa qe seu voto nao tem importancia, ou vota no artista no cara engraçado, depois reclama fala qe os caras nao fazem nada, nao fazem e vao continuar nao fazendo enqanto cada um qe vai a urna esqecer qe ele nao fez nada e votar nele novamente..
bom era pra ser um comentario e já foi um texto
tenha uma otima semana.
Kelen R. Araujo
dxaqeeufaco@yahoo.com.br
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