quinta-feira, 22 de julho de 2010

Acabamento

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Creio, e não duvidem disso, que acabamentos (detalhes finais de um trabalho) são perspectivas endoculturais, ou seja, são fruto da cultura do meio em que nos construímos enquanto Homens (termo que define humano+cultura).

Apresento-lhe uma perspectiva distinta, funcional e prática:

"Vai como se pode" ou "Tipo Celso"

Fui criado em uma família grande, onde fazer funcionar é mais consistente do que ficar agradável ao crivo dos outros, assim 'se funciona', se 'não oferece riscos' ou ainda agrega 'durabilidade', está perfeito e pode ser chamado de 'provisório' (um para sempre até que a morte nos separe...).

A expressão 'Tipo Celso' se dá a história do grupo, onde um trabalhador, este dedicado, efetivo, que resolvia os problemas, mesmo sem acabamento, que compartilhou sua vida nestes momentos com a minha família.

Ainda realizo coisas 'Tipo Celso', coisas como uma tomada de energia não necessariamente precisa de instalações embutidas, ou fixadas com produtos específicos... serve uma extensão solta embaixo do tapete, ou ainda percorrendo o roda pé sob a cortina! Com fino arremate de pregos inclinados que seguram o fio, e possibilitam sua remoção em caso de 'faxina extrema'.

O uso de Benjanins (conheço como T) nas tomadas, não me assusta, desde que com cargas aceitáveis de energia e fixação correta, nada frouxo.

Materiais alternativos e suas combinações com a realidade social são perfeitos, algo como, suspender a gaiola dos pequenos roedores aqui de casa no teto com a alça de uma bolsa de viagem, ao invés de correntes ou suportes apropriados.

Enfim, o que me importa é se funciona, se está cumprindo a tarefa, se é eficiente e eficaz.

A beleza está na criatividade e na ação e não (nunca) no acabamento.

O exemplo mais legal que me ocorre é de um filme de Jerry Lewis, onde utiliza uma luva de borracha para dar mamadeira para gêmeos múltiplos.

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