Bom, o post não trata de pão ou de religiosidade, mas de linguagem!
Sou avesso a falar dos outros, me resguardo o direito de criticar, elogiar e odiar aos íntimo de meus pensamentos, mas tem coisas que merecem, acredito, serem compartilhadas...
Falar, mesmo sendo uma ação extremamente complexa, é algo simples para os humanos que ouvem e tem um desenvolvimento adequado e suficiente.
Comunicar-se... bom aí é outra história...
Temos os deficientes auditivos com uma incrível capacidade de comunicação através da LIBRAS (Língua Brasileira de Sinais) e temos prodígios como poetas que brincam com os códigos e fazem maravilhas com as palavras.
Mas o foco deste post está nas crianças... algumas aprendem a falar, outras aprendem a se comunicar, brincando com palavras experimentando novas práticas...
Aqui, bem pertinho ouço:
Que doido! Muito craque! Show de bola! Maneiro!
São expressões comuns que foram captadas no ar, reordenadas e experimentadas em diversas ocasiões, criando não são palavras, mas conceitos, interpretações...
Lembro com isso das expressões familiares, vocabulários reconstruídos, readaptados, que tornaram rica a experiência da comunicação, a compreensão do contexto, da cultura:
Willian, o cara de Romeu e Julieta, escreveu em uma de suas peças: "Não entendo uma palavra do que me dizes, mas sinto a fúria nelas" (acho que em Otelo).
Me divirto criando palavras com meu filho, recriando as palavras e conhecendo novas, na verdade nos apropriamos da língua, nos tornamos livres e construtores de realidades, sim realidades que serão lidas ou ouvidas como verdades eternas... e nunca questionadas pelos donos de só palavras!
Nem só de pão...
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